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Negociação envolvendo Rafinha gera crise no Flamengo

Por Horácio Oliveira

Da coluna Futebol
Artigo de responsabilidade do autor

Contratação do lateral-direito, que já foi descarta, expôs racha na diretoria do rubro-negro carioca

Lucas Figueiredo/CBF

ColunaFutebol

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Quando o lateral-direito Rafinha decidiu que não seguiria no Olympiakos, da Grécia, há algumas semanas, os torcedores do Flamengo se animaram com a possibilidade de ver o jogador novamente com as cores do clube. Em uma passagem relâmpago, de apenas um ano, Rafinha foi peça fundamental no esquema do técnico Jorge Jesus e ajudou a conquistar títulos importantes, como a Taça Libertadores e o Campeonato Brasileiro.

Rafinha desembarcou no Brasil fazendo juras de amor ao Flamengo. Era óbvio que o time carioca tinha a preferência do atleta, mas ainda faltava acertar detalhes contratuais e financeiros. E foi aí que a história começou a ganhar outros rumos. Aos 35 anos, o experiente atleta ainda pode ser importante na maioria dos times brasileiros, mas fazer loucuras financeiras em um momento de crise econômica pode ser perigoso. Esse foi o pensamento do Flamengo.

Ao desistir oficialmente da negociação, o Flamengo soltou um comunicado para explicar a decisão. "Devido ao agravamento da pandemia e as consequentes indefinições financeiras que isto causou, uma possível contratação do jogador, apesar de ser o desejo de toda a diretoria, se mostrou inviável. Qualquer investimento como este, no momento atual, não estaria condizente com a responsabilidade financeira que sempre baseou o trabalho da atual administração rubro-negra", dizia a nota.

O Flamengo gasta R$ 18 milhões de reais com o departamento de futebol atualmente. A ideia da diretoria do clube é não aumentar esse valor significativamente. Contratações podem acontecer, mas nada que possa bagunçar as finanças do clube. E vale lembrar que o time vem de um título importante - o Campeonato Brasileiro. Portanto, não há necessidade de fazer uma revolução no que diz respeito à entrada e saída de atletas.

Após o comunicado da diretoria do Flamengo, Rafinha deu entrevistas dizendo que o problema para o fracasso das negociações aconteceu em decorrência de divergências com a diretoria do clube. Em entrevista à TV Globo, ele afirmou que foi vítima de uma "guerra política" que ganha proporções cada vez maiores nos bastidores da agremiação carioca.

"O treinador me queria, o departamento de futebol todo me queria. Os torcedores me queriam. A parte financeira já deixei claro que não era o problema. Vou repetir: flexibilizei o máximo que poderia para receber meu salário em 2022. Claro que eu fui vítima de uma guerra política. Não tenho culpa disso. Podem estar zangados com o Olympiacos, respeito. Tenho muito carinho. Não foi isso que alegaram. Falaram que era parte financeira. Eles têm essa guerra, eu não sabia também. Eu paguei o pato, fiquei 35 dias esperando tomarem decisão e não deu certo", disse o atleta.

"Eu sei da situação, sei o que o clube está passando, por isso fiz isso (abriu negociação). Queria voltar para o Flamengo, jogar, deixei a flexibilização para fazerem a proposta para mim que coubesse no orçamento do clube. Foi o que fiz, e eu queria explicar que, da minha parte, eu fiz o que poderia fazer. Todo mundo falando de dinheiro e luvas, o torcedor não sabe a realidade. Eu iria receber bem menos. Eu nem sabia quanto ia receber, porque estava esperando o Flamengo fazer uma proposta. O Flamengo sabe meu valor, o jogador que sou, o que represento. Esperei o Flamengo fazer proposta e claramente eu ia aceitar", complementou o jogador.

Após as declarações de Rafinha, diretores do Flamengo vieram a público negar uma possível rixa. O embate, segundo parte da imprensa, acontece entre o vice-presidente de relações externas do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, e Marcos Braz, vice-presidente de futebol do Flamengo. Em entrevista ao canal Debate Rubro Negro, Baptista negou problemas com o dirigente. "Sobre a minha relação com o Marcos Braz, eu tenho uma relação boa no dia a dia. A gente não concorda com tudo. Esportivamente, eu sou a favor da contratação do Rafinha. O problema é que o Flamengo não tem condições hoje", comentou.

Ainda não se sabe onde Rafinha vai jogar. Internacional e Grêmio têm interesse no jogador, mas nenhuma proposta oficial foi feita. No Flamengo, os próximos capítulos da briga interna prometem.

Fonte: CenárioMT

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