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Por que o agronegócio tem investido no futebol do Centro-Oeste

Por Horácio Oliveira

Da coluna Futebol
Artigo de responsabilidade do autor

Empresários do setor têm firmado parcerias com clubes da região

Lucas Merçon-Fluminense

ColunaFutebol

Uma das principais atividades econômicas do Brasil, hoje, está no agronegócio. Com tamanha importância na economia brasileira, empresários e figuras do agronegócio têm expandido a sua atuação.
 
A ideia de aumentar a influência sobre outros setores tem sido cada vez mais profícua – e um exemplo dessa aliança começa a ser sentida no futebol.


A goleada do agronegócio
Mesmo durante a pandemia, o setor foi um dos únicos que conseguiu se manter em alta em meio à crise que assola economias do mundo inteiro, incluindo a brasileira. Parte desse sucesso é obtido em razão do manejo efetivo das lavouras, que inclui a utilização de produtos e equipamentos que contribuem para a proteção das áreas como, por exemplo, a utilização de fungicidas, soluções que contribuem para a prevenção e o controle de doenças no campo, proporcionando uma boa produtividade nas safras.

Para se ter uma ideia, o agronegócio é tão importante para o desenvolvimento do país que alcançou uma expansão de 24,31% no PIB (Produto Interno Bruto) em 2020, de acordo com dados divulgados em março deste ano pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP.


O agro entra em campo no Centro-Oeste
Empresários e representantes do setor estão se inserindo cada vez mais na rotina dos clubes, pequenos e tradicionais, do esporte nacional. Em um momento no qual a maioria das gestões têm dificuldade em arcar com compromissos financeiros e descobrir novas formas de incrementar o caixa, o agronegócio tem ampliado o seu espaço entre as agremiações.
 
Um bom exemplo dessa parceria de sucesso é o clube Luverdense, fundado em 2004, e que hoje disputa a primeira divisão do campeonato estadual do Mato Grosso. É comandado por empresários do setor agrícola que já realizaram uma ação interessante no estádio Passo das Emas: foram colocadas plantas de soja nas arquibancadas para simular a presença dos torcedores. Além disso, o clube já conquistou dois campeonatos estaduais ao longo da sua história.
 
“O Luverdense é um clube com fundação em Lucas do Rio Verde, uma cidade tradicionalmente do agronegócio e que tem grande importância para a produção agrícola do Estado e do país ao gerar riquezas e distribuição de renda por meio de práticas sustentáveis no campo”, disse Jaime Binsfeld, presidente do clube.


Clubes torcem por mais parcerias
No entanto, a influência do agronegócio no futebol também tem sido tema de diversos debates e proposições. Aron Dresch, presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol, já declarou que apoia a parceria de empresas do setor ou do poder público também com times tradicionais do Estado, como Dom Bosco, Mixto e Operário.
 
Para o dirigente, o agronegócio deveria investir mais no futebol mato-grossense, já que a economia do Estado é baseada nas atividades agrícolas – e essa parceria poderia elevar a qualidade técnica dos clubes, proporcionando chances equiparadas de disputa nos principais campeonatos do país.
 
Um exemplo é o Cuiabá Esporte Clube, que está na elite do futebol brasileiro após bons investimentos no clube que trouxeram nomes de peso para compor o elenco, como o Walter, ex-goleiro do Corinthians, e Clayson, que também defendeu o clube paulista na conquista do Brasileirão em 2017 e atualmente joga no Cuiabá, emprestado pelo Bahia.

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