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Protetor solar e água: receita contra o calor nas próximas rodadas do Brasileirão

Por Horácio Oliveira

Da coluna Futebol
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Altas temperaturas devem marcar jogos decisivos na reta final do campeonato nacional

Divulgação

ColunaFutebol

Neste final de semana ocorre a 27ª rodada do Campeonato Brasileiro e um fato curioso chama a atenção: a previsão do tempo. Com a chegada da primavera e, daqui algumas semanas, o verão, é importante que jogadores e comissão técnica fiquem atentos ao sol.

O duelo entre Fortaleza e Grêmio, na Arena Castelão, às 17h deve ocorrer sob sol de 30º graus. A exposição ao sol pode gerar o fotoenvelhecimento, que é o envelhecimento prematuro da pele causado pela exposição repetida à radiação ultravioleta (UV), principalmente do sol, mas também de fontes artificiais de UV.

Na maioria das vezes, os atletas ficam expostos ao sol durante duas horas, tempo de uma partida de futebol. “Todos nós devemos ter consciência sobre os perigos da irradiação, e que o protetor solar é uma poderosa arma no combate ao envelhecimento e principalmente, ao câncer da pele, uma doença que faz milhares de vítimas no país a cada ano”, alertou o presidente do Sindicato dos Jogadores de Futebol Profissional em São Paulo, Reinaldo Martorelli.

É preciso deixar claro que o fotoenvelhecimento não é causado pelo envelhecimento natural da idade e sim pelo envelhecimento causado pela falta de cuidado. Pele manchada, seca e áspera são alguns dos sintomas mais visíveis. Se não houver cuidado e atenção, a doença pode evoluir para um câncer de pele.


Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) apontam que aproximadamente 165 mil novos casos de câncer de pele no Brasil no ano passado, com 85 mil em homens e 80 mil em mulheres.

Segundo o mesmo órgão, o câncer de pele é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país.

Especialistas indicam que é precisa utilizar o protetor solar com frequência e em todo o corpo. O fator deve ser sempre elevado. A dica é o de número 50. Outra ação importantíssima é o consumo de água de isotônicos. A depender do esforço e da temperatura, atletas de alto rendimento devem consumir 500 ml de água antes de jogo e tentar manter esse padrão ao longo da partida e depois do jogo.

Durante a Copa do Mundo do ano passado, disputada na Rússia, a seleção brasileira chegou a consumir 50 litros de água por sessão de treinamento. Essa foi a saída encontrada pela comissão técnica para evitar qualquer risco de desidratação ou de uma queimadura indesejada dias antes da estreia na Copa, segundo reportagem do jornal gaúcho Zero Hora. Vale lembrar que a temperatura  no verão russo chegava aos 30º graus durante o dia.

“Todos os momentos de exposição ao sol necessitam de cuidados, mesmo que o tempo esteja nublado, pois há incidência de raios ultravioleta prejudiciais à pele, com passagem de até 60% de radiação”, afirmou a Dra Flávia Addor, especialista em dermatologia e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dra. Flávia Addor, em reportagem publicada pelo site Futebol Interior.

Para além do uso, escolher o produto adequado é fundamental, alerta a especialista ao longo da reportagem. “O ideal é dar preferência a produtos adequados ao tipo de pele, que não escorram nos olhos e que sejam mais resistentes à transpiração intensa e ao contato com a água”, completa.

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