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Segunda-Feira, 23 de Janeiro de 2017, 18h:31
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PRF é denunciado por MPE por morte de empresário

Órgão entendeu que atitudes do policial tentaram levar Justiça a erro

Natália Moraes
Capital News

Deurico/Capital News

Reconstituição muda rotina de trabalhadores em trechos da Ernesto Geisel

Polícia Civil fez a reconstituição do crime no dia 11 de janeiro

Policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, de 47 anos, acusado de matar o empresário Adriano Correa do Nascimento, de 33 anos, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) nesta segunda-feira (23). Para o órgão, Ricardo tentou induzir o juízo ao erro.


O MPE quer que sejam apurados os crimes de fraude processual, falso testemunho e prevaricação praticados por policiais militares, pelo delegado de polícia e pelos policiais rodoviários federais que estiveram no local do crime. Para o órgão, indícios apontam que eles teriam induzido o juízo ao erro para beneficiar o acusado.

 

Deurico/Capital News

Reconstituição da morte de empresário chega ao fim após 3h

PRF usou colete à prova de bolas durante reconstituição

De acordo com a denúncia, o policial cometeu o crime por motivo fútil, além de ter dificultado a defesa das vítimas com recurso. Ricardo Su Moon também cometeu fraude processual, ao transparecer que usava o uniforme da Polícia Rodoviária Federal no momento do crime, quando na verdade colocou o traje depois. Conforme fotografias e vídeos de testemunhas, o policial vestia uma camisa listrada quando abordou o empresário.


O MPE também aponta que terceiros tentaram ajudar Ricardo com depoimentos falsos. O fato mostra que, novamente, o réu tentou induzir o juízo ao erro.


Na ação, é solicitada a perda do cargo público do policial e quebra do sigilo telefônico.


Entenda o caso
Na madrugada do dia 31 de dezembro, após sair de uma balada na Capital com dois amigos, o empresário Adriano teria se envolvido em uma briga de trânsito com o policial na avenida Ernesto Geisel. Ele foi atingido por dois tiros do PRF e morreu no local.


Ricardo Hyun Su Moon foi preso em flagrante no momento do crime e solto um dia depois. O juiz José de Andrade Neto afirmou que, por não apresentar antecedentes criminais, não havia indícios de que ele fosse atrapalhar nas investigações e libertou o policial. Três dias depois, o Juiz decretou a prisão preventiva do autor após pedido do MPE.

 

No dia 17 de janeiro, a Polícia Civil de Campo Grande indiciou o policial pela morte do empresário. Além de responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar, ele também foi indiciado por dupla tentativa de homicídio, visto que duas pessoas que estavam com a vítima no momento do crime e também foram atingidas pelos tiros.

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