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Sexta-Feira, 31 de Maio de 2019, 09h:23

PRF Moon é condenado a 23 anos pela morte de empresário

Foi determinado 14 anos pelo assassinato de Adriano e quatro anos e oito meses para cada tentativa

Elaine Silva
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Deurico Ramos/Capital News

Reconstituição da morte de empresário chega ao fim após 3h

PRF poderá a recorre a sentença em liberdade

O policial rodoviário federal Ricardo Hyn Su Moon, de 49 anos, foi condenado 23 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. A condenação é referente ao assassinato do empresário Adriano Correia do Nascimento, de 33, e pela tentativa de homicídio contra Vinícius Cauã Ortiz Simões e Agnaldo Espinosa da Silva, 51 anos. 

 

O júri foi presidido pela juíza Denize de Barros Dodero, na última quinta-feira (31) e durou o dia todo. Ela determinou a pena de 14 anos pelo assassinato de Adriano e quatro anos e oito meses para cada tentativa. Moon poderá recorrer em liberdade. 

 

Em apoio ao policial, colegas de serviço vestiram camisa azul, já  que foi proibida qualquer tipo de manifestação. A família de Adriano também acompanhou o julgamento.

 

 

Crime -  Ricardo e Adriano teriam se desentendido em uma briga de trânsito no dia 31 de dezembro de 2016. O autor e Adriano discutiram após a vítima, que dirigia uma caminhonete, “fechar” o carro do policial na Avenida Ernesto Geisel, esquina com a Rua 26 de Agosto. Moon abordou as vítimas, descendo do veículo, identificando-se como policial e chamou reforço. 

 

As vítimas desceram do carro e solicitaram que o acusado mostrasse sua identificação visto que, pela vestimenta que trajava, não era possível saber se era mesmo policial rodoviário federal. 

 

Diante da recusa do réu, eles retornaram ao carro e Adriano ligou a camionete iniciando manobra para desviar do veículo do réu, que estava impedindo sua passagem. Quando iniciou o deslocamento, o policial efetuou disparos na direção do carro, que se chocou com um poste de iluminação. 

 

O PRF alega que somente atirou porque a caminhonete avançou contra ele. Já a acusação diz que Adriano levou um tiro e depois acelerou o veículo. Contudo, depoimento de testemunha apontou que os três primeiros tiros não acertaram Adriano.


Fonte: CapitalNews

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