Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de posse no Congresso Nacional
No primeiro dia de seu terceiro mandato, ontem (1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a quatro Medidas Provisórias (MPs) e 52 decretos presidenciais, com os quais estabelece a estrutura da nova gestão federal e seus 37 ministérios.
A MP n° 1.155 garante o pagamento de R$ 600 para mais de 21 milhões de famílias beneficiárias do Auxílio Brasil, que, em breve, voltará a se chamar Bolsa Família. Os R$ 200 a mais que cada família vem recebendo desde junho de 2022 só seriam pagos até o fim de 2022, quando o valor original do benefício (R$ 400) seria restituído, mas o governo federal pretende transformar o adicional em algo permanente.
Com a MP 1.157, ficam estendidas até 28 de fevereiro as isenções de PIS/Pasep e Cofins cobradas da gasolina e do álcool combustível, e até 31 de dezembro deste ano as do óleo diesel e biodiesel.
Já a MP 1.156 extingue a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e transfere suas competências para os ministérios da Saúde e das Cidades.
Editadas pelos presidentes da República em situações consideradas de relevância e urgência, as Medidas Provisórias são normas com força de lei, ou seja, que produzem efeitos jurídicos tão logo são publicadas no Diário Oficial. Apesar disso, precisam ser posteriormente apreciadas pela Câmara dos Deputados e Senado, que podem rejeitar a proposta, aprová-la na íntegra ou propor alterações ao texto original. O prazo inicial de vigência de uma MP é de 60 dias, podendo ser prorrogada automaticamente por igual período caso não tenha sido votada nas duas Casas - e se não for apreciada em até 45 dias, contados da sua publicação, a MP entra em chamado regime de urgência, paralisando as demais deliberações legislativas.
- Saiba mais
- TSE aprova contas da campanha de Lula e Alckmin
- TSE emite relatório que atesta integridade do sistema eleitoral
- STF retoma agora à tarde julgamento sobre orçamento secreto
- Sem sucesso PRF aciona AGU para liberação de rodovias no MS
- Política externa de Lula buscará reconstruir pontes com sul-americanos
- Equipe de transição começa a trabalhar no CCBB na semana que vem
- Eloy Terena assume segundo posto do Ministério dos Povos Indígenas
- Transição vai propor revogação dos decretos de armas
- PEC da Transição é formalizada no Senado
- Alckmin recebe relatório de impactos da pandemia na educação
- Lula é eleito pelo terceiro mandato no país
- Presidente eleito Lula conversa com o presidente russo Putin
- Maioria do STF vota por manter ordem para PRF liberar rodovias
- Lula confirma Simone Tebet como ministra do Planejamento e Orçamento
- Lula se reúne pela primeira vez com ministros do STF após eleição
- Lula fez cirurgia para retirada de lesão na laringe
- Equipe econômica terá autonomia, mas eu que fui eleito, diz Lula
- Alexandre de Moraes diploma Lula e Alckmin nesta segunda-feira
- Próximo presidente terá de reunificar Brasil, diz Pacheco
- Nova organização de ministérios é divulgada pela equipe de transição
- Presidente Jair Bolsonaro esteve em encontro no Supremo Tribunal Federal
- Eduardo Bolsonaro posta foto da posse de Lula e critica falta das cores da bandeira
- Lula se submete a exames de rotina em São Paulo
- Fim de desonerações garantiria superávit fiscal em 2023, diz ministro
- Verruck acredita que ministra Simone Tebet pode destravar novela UNF3 em Três Lagoas
- Alckimin anuncia João Grandão para o Desenvolvimento Agrário
- PEC da Transição é adiada por falta de consenso, diz relator
- Brasil tem dívida de R$ 5 bi com órgãos internacionais, diz transição
- Bolsonaro diz estar confiante na vitória
- Lula participa de evento com catadores em São Paulo
- Lula conversa por telefone com Biden, Macron e Sánchez
- Simone Tebet assumirá Ministério do Planejamento
- PT formaliza convite para que MDB integre equipe de transição
- Só Lula ganharia eleição passada, diz vice-presidente
- Advogado Terena é o quarto Sul Mato-grossense a compor transição de Lula
- Fábio Trad foi nomeado para compor transição na área de segurança
- Com Haddad e Dino, Lula anuncia cinco ministros do futuro governo
- Partidos parabenizam vitória de Lula e citam democracia
- Com voto de deputados sul-mato-grossenses, Câmara aprova PEC da Transição
- Bolsonaro se pronuncia e garante que cumprirá a Constituição
- Veja a live de despedido de Jair Bolsonaro
- Lula diz que só definirá nomes para ministério após viagem ao Egito
- Presidente da Câmara dos Deputados defende uso do orçamento secreto
- Exames de Lula estão dentro da normalidade, diz boletim médico
- Relator do Orçamento teme caos sem aprovação da PEC da Transição
- Simone Tebet usa suas redes sociais para declarar que “Venceu a democracia e a verdade”
- Rui Costa anuncia dois nomes da sua equipe na Casa Civil
- Resgate e fortalecimento dos valores da família, diz nota da Famasul
- PEC da Transição ainda precisa ser negociada na Câmara, diz relator
- Caminhoneiros fecham estradas no Rio após vitória de Lula
- Presidente Jair Bolsonaro divulga mensagem de Natal
- Moção de congratulação ao PT gera bate-boca entre deputados
- Cida Gonçalves diz que governo Bolsonaro não deixou verba para políticas públicas
- Equipe de transição propõe excluir R$ 175 bilhões do teto de gastos
- Haddad diz que reforma tributária é prioridade do próximo governo
- Transição identifica contratos suspeitos na área de direitos humanos
- Jair Bolsonaro lidera as seções nacionais até o momento
- Senado divulga roteiro da posse de Lula e Alckmin
- Ministério divulga balanço final da Operação Eleições 2022
- Força Nacional atuará na segurança da posse presidencial
- Recomposição do Orçamento para 2023 é prioridade, diz Alckmin
- Simone Tebet anuncia primeiro escalão do Ministério do Planejamento e Orçamento
- Em Portugal, Lula defende mudanças na ONU
- Simone Tebet alerta sobre corte 96% em investimentos sociais
- Rodrigo Terra recebe indicação para ingressar a equipe de transição de Lula
- Presidente do TSE diz que abstenção diminuiu no segundo turno
- Cida Gonçalves é oficializada como ministra da Mulher
- Supremo Tribunal Federal se manifesta após pronunciamento de Jair Bolsonaro
- Democracia foi a grande vitoriosa, diz Lula em discurso de posse
- Dólar sobe para R$ 5,39 e bolsa cai 3,35% após discurso de Lula
- PL aponta defeito em urnas e pede anulação ao TSE e STF interfere
- Posse Presidente: PF prepara esquema de segurança com mais de 700 policiais
- Simone Tebet agarra campanha de Lula e milita em favor do petista
- Falta consenso no conselho político sobre prazo da PEC da Transição
- Deputados e senadores aprovam relatórios setoriais do Orçamento
- Simone Tebet nega pretensão para ministério de Lula durante voto na Capital
- Carlos Bernardo da UCP se reúne com conselheiro do MEC em Brasília
- Protestos dos caminhoneiros nas rodovias, geram filas nos postos de combustível
- Ministério do Planejamento deve ser oferecido a Simone Tebet
- Meu candidato perdeu e agora?
- Em cerimônia concorrida, Simone Tebet assume Ministério do Desenvolvimento e Orçamento
- Lula começa a analisar na próxima semana indicações de ministros
- PEC da Transição: relator do Orçamento quer votação até 10 de dezembro
- Equipe de transição quer reverter liquidação da Ceitec
- Riedel acredita que Lula não negará apoio ao Mato Grosso do Sul
- PEC da Transição passa em primeiro turno na Câmara dos Deputados
- Bolsonaro se reúne com ministros do STF nesta manhã
- Simone Tebet confirma trabalho em conjunto com Hadad
- Congresso trabalhará pela manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600
- “Eu tive consciência do que é uma rejeição” afirmou SImone Tebet
- MP Eleitoral opina pela aprovação de contar de campanha de Lula
- Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva é diplomado pelo TSE
- Lula diz que missão é combater a fome e unificar o país
- Relatório do governo de transição sugere revogação de normas
- Presidente eleito deve priorizar crescimento econômico e transição para economia de baixo carbono, aponta CNI
- Lira: “É hora de celebrarmos a estabilidade de nossas instituições e torcer pelo futuro do Brasil”
- Lula vai propor que a COP30 seja na Amazônia
- Presidente pede que manifestantes desobstruam as rodovias em todo país
- Lula vai estrear agenda internacional com viagem à Argentina
- Na COP 27, Lula diz que Agronegócio será parceiro na preservação
Armas
Os decretos de número 11.325 a 11.376 foram publicados no Diário Oficial da União de hoje (2). A maioria (41) deles trata da estrutura regimental e funcional das pastas e das secretarias Geral; de Comunicação Social e de Relações Institucionais, além de transferir cargos em comissão e funções de confiança da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos para o recém-criado Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que será comandando pela ex-secretária de Orçamento do governo Dilma Rousseff, Esther Dweck.
Já com o Decreto n° 11.366, Lula começa a cumprir uma de suas promessas de campanha: reestabelecer uma política de controle de armas mais severa que a de seu antecessor.
A medida reduz a quantidade de armas e de munições de uso permitido, condicionando a autorização de porte à comprovação da necessidade. Também suspende os registros para aquisição e transferência de armas e munições de uso restrito por caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) e a concessão de autorizações para abertura de novos clubes e escolas de tiro. O decreto presidencial também determina que, em 60 dias, a Polícia Federal (PF) recadastre todas as armas comercializadas a partir de maio de 2019 e que um grupo de trabalho seja criado para discutir uma nova regulamentação à Lei nº 10.826, que estabelece as normas para registro, posse e venda de armas de fogo e munição.
Meio Ambiente
Os primeiros decretos assinados por Lula também incidem sobre as políticas de combate ao desmatamento em todo o país. O Decreto nº 11.368 autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) a voltar a captar doações financeiras destinadas ao chamado Fundo Amazônia para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e à conservação e uso sustentável do bioma amazônico. Financiado pelos governos da Noruega e Alemanha, o fundo tem, bloqueados, cerca de R$ 3,3 bilhões.
Já o Decreto n° 11.373 restituiu a obrigatoriedade da União destinar ao Fundo Nacional do Meio Ambiente 50% dos valores arrecadados com a cobrança de multas ambientais. Aprovado no decreto original, de julho de 2008, o percentual foi reduzido para 20% em dezembro do mesmo ano, tendo sido mantido até ontem.
O Fundo Nacional também é contemplado pelo Decreto n° 11.372, que amplia não só a participação da sociedade civil no colegiado, mas das próprias instâncias do governo federal, que será representado também por indicados pelos institutos Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Ibama).
Revogações
Lula também revogou outros sete atos de Bolsonaro. O ato normativo nº 11.369 anula o Decreto n° 10.966, que instituiu o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Mineração Artesanal e em Pequena Escala e a Comissão Interministerial para o Desenvolvimento da Mineração Artesanal e em Pequena Escala.
O Decreto nº 11.370 extingue o Decreto nº 10.502, que estabeleceu a Política Nacional de Educação Especial: Equitativa, Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida. De acordo com a nova gestão, o decreto extinto “segregava crianças, jovens e adultos com deficiência, impedindo o acesso à educação inclusiva”.
O Decreto n° 11.371 revoga os decretos n° 9.759 e 9.812, que redefiniram as diretrizes e o funcionamento de colegiados federais.
Já o Decreto n° 11.374 torna sem efeito três atos normativos editados no penúltimo dia do governo Bolsonaro. O extinto Decreto n° 11.321 concedia desconto de 50% para as alíquotas do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante.
Para anular os outros dois decretos 11.322 e 11.323, Lula restabeleceu a redação original das normas modificadas no final da gestão Bolsonaro: o Decreto n° 8.426, de 2015, trata dos percentuais para a Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) cobrados dos ganhos não-cumulativos aferidos por empresas. Já o Decreto n° 10.615, de 2021, dispõe sobre o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores(Padis), incluindo os créditos financeiros concedidos às empresas participantes.
O presidente eleito também assinou um despacho determinando que a Controladoria-Geral da União (CGU) reavalie, em 30 dias, várias das medidas editadas por Bolsonaro, entre elas as que determinaram segredo sobre documentos e informações relativas ao governo e de interesse público.
• • • • •
• REDES SOCIAIS •
|
• REPORTAR NEWS • |

