A operação Omertà II foi deflagrada após o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) receber no final do mês de fevereiro do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) um comunicado de apreensão de um pedaço de papel higiênico no interior de uma cela do Presídio Federal de Mossoró. A ordem de execução continham várias anotações feitas por um interno a respeito da operação Omertá I, dentre elas a descrição de plano de atentado contra autoridades de Mato Grosso do Sul, sendo um Promotor de Justiça do GAECO e um Delegado de Polícia Civil do Garras.
Papel higiênico foi apreendido localiza-se entre as celas ocupadas por Jamil Name e Jamil Name Filho, na ala destinada a presos reclusos em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Ainda, segundo anotações constantes no pedaço de papel higiênico apreendido pelo Depen, dois advogados, um com escritório neste Estado e outro residente no Estado da Paraíba, seriam os responsáveis por comunicar pessoalmente a ordem de atentado às pessoas identificadas nas anotações pelos nomes de "Cintia" e "Jerson".
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No Presídio Federal de Mossoró estão custodiados Jamil Name e Jamil Name Filho, denunciados pelo GAECO como líderes de organização criminosa e milícia armada atuantes no MS. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Campo Grande, Sidrolândia, Aquidauana, Rio Verde e Rio Negro, no Estado de Mato Grosso do Sul, bem como na cidade de João Pessoa, no Estado da Paraíba.
A segunda fase da operação Omertá teve apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro (Garras), Batalhão de Choque e do BOPE da Polícia Militar. Foram cumpridos de 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da 7ª Vara Criminal de Campo Grande.

