Com data de julgamento prevista entre 16 e 19 de maio, o empresário campo-grandense Jamil Name Filho, o “Jamilzinho”, vai enfrentar o seu 1º júri presencialmente em Campo Grande, segundo a determinação do ministro Rogerio Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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Jamilzinho está preso desde o dia 27 de setembro de 2019 sob a acusação de chefiar milícia armada responsável por várias execuções. Ele terá de sair do Presídio Federal de Mossoró (RN) para participar do julgamento, sob responsabilidade do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
Ele é acusado pela morte de Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos, em 9 de abril de 2019. O alvo real seria o pai do jovem, ex-policial militar Paulo Roberto Teixeira Xavier.
O processo foi desmembrado para outros dois réus por estarem foragidos: José Moreira Freire, o “Zezinho”, e Juanil Miranda Lima.
Omertá
Inicialmente a operação foi deflagrada para cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva, dez de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, todos em Campo Grande. O foco é uma organização criminosa atuante na prática dos crimes de homicídio, milícia armada, corrupção ativa e passiva, dentre outros.
Na terceira fase da operação, também foram presos em Campo Grande o delegado Obara, acusado de receber R$ 100 mil em propina. Além da Capital, os policiais também estiveram na cidade de Ponta Porã. Conforme a investigação o alvo era o empresário Fahd Jamil Georges, vulgo “Fuad". Conhecido como “padrinho da fronteira”, Fahd Jamil é ligado ao empresário campo-grandense Jamil Name, que está preso desde o início do ano de 2020 acusado de comandar um grupo de extermínio na Capital.
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