Fahd Jamil Georges, 79 anos, se entregou nesta segunda-feira (19), no aeroporto Santa Maria em Campo Grande. Motivo de se entregar foi por conta da saúde debilitada com diabete, enfisema pulmonar, além de caminhar com dificuldade. “O preso, através de seus advogados, informou à Polícia Civil que se entregaria às autoridades nesta manhã, no Aeroporto Santa Maria, localidade está onde ocorreu o devido cumprimento do mandado de prisão que havia em seu desfavor, restando o Poder Judiciário e Ministério Público informados da diligência”, segundo a Polícia Civil.
Em uma carta divulgada pelos advogados Fahd relata que não tem antecedentes criminais, que está doente e sob perseguição de criminosos, e ainda fala que sempre colaborou com o equilibrio da segurança na fronteira. "Sou um homem idoso, doente e sob perseguição de criminosos", diz parte da nota .
Jamil responde a processos por tráfico de armas, organização criminosa, corrupção de agente da Polícia Federal e corrupção contra agente de delegado, no caso de Márcio Oshiro Obara. Após se entregar, ele foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro (Garras), onde presta depoimento acompanhado do seu advogado ,Gustavo Badaró. O advogado André Borges também defende o empresário.
Delegado Obara
O delegado Márcio Shiro Obara, ganhou liberdade com uso de tornozeleira. A decisão foi 1ª Vara Criminal de Campo Grande. Obara foi preso na 3ª fase da Operação Omertà, acusado de esconder provas sobre o assassinato do policial militar reformado, Ilson Martins de Figueiredo, ocorrido em 11 de junho de 2018.
Para ganhar a liberdade, Obará também terá que pagar uma fiança de 25 salários mínimos que equivale, R$ 26,125 mil e usar a tornozeleira por 180 dias. Ele também está proibido de retornar as suas funções e usar armas de fogo. Ele poderá retornar as atividades de forma administrativa Márcio também vai ter que cumprir medidas cautelares, sendo comparecer ao juiz e não manter contato com testemunhas da operação Omertá.
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Omertá
Inicialmente a operação foi deflagrada para cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva, dez de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, todos em Campo Grande. O foco é uma organização criminosa atuante na prática dos crimes de homicídio, milícia armada, corrupção ativa e passiva, dentre outros.
Na terceira fase da operação, também foram presos em Campo Grande o delegado Obara, acusado de receber R$ 100 mil em propina. Além da Capital, os policiais também estiveram na cidade de Ponta Porã. Conforme a investigação o alvo era o empresário Fahd Jamil Georges, vulgo “Fuad". Conhecido como “padrinho da fronteira”, Fahd Jamil é ligado ao empresário campo-grandense Jamil Name, que está preso desde o início do ano de 2020 acusado de comandar grupo de extermínio na Capital.
Confira nota da Polícia Civil;
"A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por intermédio da Delegacia Especializada de Repressão Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), cumpriu na manhã desta segunda-feira (19), mandado o de prisão preventiva em desfavor de denunciado no âmbito da Operação Omertá.
O preso, através de seus advogados, informou à Polícia Civil que se entregaria às autoridades nesta manhã, no Aeroporto Santa Maria, localidade esta onde ocorreu o devido cumprimento do mandado de prisão que havia em seu desfavor, restando o Poder Judiciário e Ministério Público informados da diligência."
Em nota divulgado pelos seus advogados André Borges e Gustavo Badaró, Fahd Jamil Georges, 79 anos, relatou que “minha história de vida revela permanente respeito e colaboração com as autoridades em geral, pela importância das atribuições que elas exercem”. Ele também afirmou que é “um homem idoso, doente e sob perseguição de criminosos”.
Confira a carta de Fahd na íntegra;
"FAHD JAMIL ESCLARECE
Sou um homem idoso, doente e sob perseguição de criminosos.
Estou aposentado e vivo sustentado pelos filhos.
Não tenho antecedentes criminais (certidão negativa).
É bastante divulgado que sempre colaborei para o equilíbrio da
segurança na região da fronteira.
Minha história de vida revela permanente respeito e colaboração
com as autoridades em geral, pela importância das atribuições que
elas exercem.
Por isso tudo, pretendendo zelar pelos meus direitos nos processos
em curso, tomei a decisão de me apresentar na unidade local do
Garras, em mais uma atitude de consideração pelos poderes
públicos em geral.
Doravante meus advogados Gustavo Badaró e André Borges
falam por mim e me representam legalmente."
(Matéria atualizada às 17h18 para acréscimo de informação)