A contínua confirmação de Mato Grosso do Sul como um dos estados líderes do processo de expansão econômica e de modernização social vai exigir investimentos crescentes em educação nos próximos anos.
No artigo anterior, a propósito dos 45 anos de criação de nosso Estado, lembrávamos que, se temos muitas conquistas a celebrar, não podemos perder de vista que Mato Grosso do Sul “é um empreendimento social, econômico, político e institucional em permanente construção”.
A afirmação poderia soar óbvia, pois a própria dinâmica das sociedades contemporâneas gera constantes transformações que, por sua vez, resultam em contínua construção/modernização. Seja de uma cidade, de um estado ou de um país.
Porém, no caso de Mato Grosso do Sul, o intensivo processo de desenvolvimento, resultante da contínua agregação de tecnologias de vanguarda pelos múltiplos setores do agronegócio – sua base econômica –, responde não só pela permanente expansão e modernização da economia, mas também por mudanças sociais profundas. Tais mudanças geram novas e complexas demandas que, próprias de uma sociedade em rápida transição, devem ser prontamente assimiladas e respondidas pelo poder público.
Neste sentido, a ‘permanente construção’ de Mato Grosso do Sul se caracteriza, no atual estágio, como processo de aceleradas transformações sociais, econômicas e estruturais que, na prática, reconfiguram continuamente o Estado ao expandir as ‘fronteiras’ de suas potencialidades. O que exige dos governos – federal, estadual e municipais – sensibilidade política e social, visão estratégica e, principalmente, sintonia com a sociedade que protagoniza, de fato, a modernização estadual.
Liderada por um agronegócio cada vez mais diversificado, uma autêntica e contínua ‘revolução’ econômica e social se dá no Estado, graças a índices crescentes de produtividade de grãos, consolidação do setor sucroalcooleiro, agregação de qualidade à pecuária, e expansão de florestas plantadas – e o processamento de celulose e papel em indústrias que rivalizam com as maiores e mais modernas do mundo.
Como não poderia deixar de ser, essa convergência de fatores decisivos para a expansão e modernização da economia de Mato Grosso do Sul impulsiona a conformação de uma sociedade cujo nível de exigência, como já observado, se eleva constantemente.
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Significa dizer que, enquanto os investimentos privados promovem, com apoio governamental, a expansão/sofisticação da economia estadual, compete ao poder público investir em setores com potencial para garantir que a sociedade estadual, como um todo, participe desse processo.
E não há dúvida de que o investimento em educação é, de longe, o mais efetivo para democratizar oportunidades de participação no processo de desenvolvimento. Portanto, a contínua confirmação de Mato Grosso do Sul como um dos estados líderes do processo de expansão econômica e de modernização social vai exigir investimentos crescentes em educação nos próximos anos.
Aos 45 anos, Mato Grosso do Sul conta com um sistema de ensino superior público consolidado, com três universidades – UFMS, UEMS e UFGD – bem posicionadas nacionalmente, tanto pela excelência pedagógica quanto pela produção acadêmica. Além dos dez campi do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul.
Ampliar – com investimentos consistentes – a contribuição dessas instituições como fornecedoras de capital humano de alta relevância, de paradigmas científicos e de pensamento crítico, fundamentais para o processo de desenvolvimento estadual, é um imperativo estratégico.
Sem dúvida, investimentos crescentes em setores como infraestrutura, saúde, habitação e segurança serão decisivos para assegurar a perenidade do ciclo virtuoso de modernização socioeconômica, instalado hoje em nosso Estado.
Contudo, somente o investimento em educação de qualidade pode garantir, progressivamente, a participação de todos na construção permanente de um Mato Grosso do Sul sempre mais desenvolvido e inclusivo.
*Iran Coelho das Neves
Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul
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